BALELAS: A vida adulta (ou a ilusão da independência)

Quando eu tinha uns 12 anos, havia uma brincadeira onde a gente colocava dentro de um quadrado a idade que iríamos casar, e escolhíamos os nomes de três garotos (geralmente artistas teens), três lugares onde moraríamos e embaixo ficava quantos filhos iríamos ter e se seríamos pobres, ricos ou milionários… sim, essa brincadeira existia! E antes de existir tablets, smartphones, notebooks e internet acessível, brincávamos de adivinhar como seria nossas vidas com papel e caneta mesmo.

A questão é, quando eu era criança, a idade que eu sempre colocava para casar era: 25. Para mim, essa dezena era magicamente o momento que eu me tornaria adulta e já poderia me ver casada, na verdade, achava essa idade já muito avançada, já que minha mãe se casou aos 21.

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Os tempos mudaram, eu cresci, e hoje estou magicamente com 25 anos. Não estou casada, nem pretendo tão cedo. Mas será que me tornei adulta? O que faz a gente passar da adolescência para a vida adulta? Morar sozinha? Estar casada? Poder fazer o que quiser da vida sem dar satisfação a quem quer que seja? Se for qualquer uma dessas questões, fudeu! Eu não sou adulta, não estou nem perto disso.

Moro com meus pais, namoro há 1 ano e três meses, e estamos muito bem curtindo a vida de namorados, cada um na sua casa. E sinceramente, não acredito que existe alguém nessa vida que não tenha que dar minimamente satisfação à um ser vivo que seja: ao patrão (ou cachorro!). Temos a ilusão de que um dia seremos independentes. Um dia, não precisaremos de mais ninguém! Balela! Pura mentira!

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O tempo todo estamos precisando de alguém: O motorista de ônibus ou táxi, o carteiro com sua encomenda, a faxineira do seu trabalho para esvaziar o lixo da sua sala, a caixa do supermercado, a gerente do seu banco, o instalador da sua internet…

Ser adulto tem haver com responsabilidade, maturidade e aceitar que as pessoas precisem umas das outras, por mais doloroso que isso seja. Na verdade, se você pensar bem… não é doloroso, é reconfortante!

Escrito por:
Mari Bomfim

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3 comentários em “BALELAS: A vida adulta (ou a ilusão da independência)

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