BALELAS: Ser feliz de verdade ou reflexões de Páscoa

Ontem foi Páscoa, final de semana prolongado com um feriado lindo na sexta-feira. Mas não é um feriado comum. Qualquer que seja sua religião, muito provavelmente a “semana santa” é um dia de reflexão. (Se você não tem uma religião, ou não acredita em Deus, não tem problema, sempre é bom pensar na vida um pouco).

Então ontem a noite, depois de um final de semana super bacana, eu resolvi refletir um pouco: sobre minha vida, sobre as coisas que alcancei, sobre o que eu quero daqui pra frente. Isso sempre acontece comigo de tempos em tempos, acho que é minha mente dizendo que tá tudo bagunçado e é hora da faxina.

Como toda grande faxina, a gente vai aos poucos, abre uma caixa aqui, vê o que guardou, olha outras memórias ali, separa o que deve ser jogado fora e assim vai. Ontem eu pensei sobre felicidade, a verdadeira felicidade, sabe? Porque vivemos em um mundo onde todos querem que você seja “feliz“, só que focamos tanto nisso que acabamos sendo felizes da boca pra fora, nos forçando a rir de piadas que não tem graça, com pessoas que você não tem ideia de o porquê estarem ali do seu lado.

Ficamos com medo de chorar, de sentir medo, vamos criando muralhas com pequenos tijolos que nos afastam de quem a gente é de verdade, fingimos uma felicidade histérica e nem percebemos isso. Choramos sozinhos, no escuro (isso quando nos permitimos chorar).

Mas então, em um dia de julho qualquer, você encontra alguém que pergunta “Qual é sua paixão?”, “Qual seus sonhos?”, “Do que você tem medo?”, mas do que apenas perguntar, essa pessoa quer realmente saber sobre essas coisas, e também compartilha suas inseguranças e segredos.

Me desculpem, mas sim, eu realmente acredito que você vai precisar de alguém pra ser feliz de verdade. E eu não estou dizendo que essa pessoa será o grande amor da sua vida, só porque no meu caso, é. Essa pessoa pode ser alguém da sua família, um amigo, um colega de trabalho e até mesmo um professor ou aquela senhorinha que você encontra todos os dias na praça.

minhas tardes com margueritte
Cena do filme: “Minhas Tarde com Margueritte”

E com essa pessoa, aqueles tijolos vão caindo aos poucos, sua muralha vai se transformando, aos pouquinhos e bem devagarinho, numa ponte. E você vai conhecendo a verdadeira felicidade (que é diferente pra cada um).

Pra mim felicidade verdadeira é poder expôr meus medos e inseguranças, ter um colo pra chorar (por mais bobo que seja o motivo do choro) e não se sentir julgada. É poder dançar no meio da rua ou cantar uma música qualquer, correr e pular e ter braços abertos me esperando do outro lado. É deitar abraçadinho, andar de mãos dadas.

São vários detalhes bobos e pequenos que faz eu fechar meus olhos a noite, respirar fundo, sentir meu coração tranquilo e agradecer a Deus por ser feliz de verdade.

Escrito por:
Mari Bomfim

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