Review: Trilogia Millennium de Stieg Larsson

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Foto: Mari Bomfim

Eu estava doida para falar sobre essa trilogia, um dos motivos pelo qual eu fiz o blog! Já faz um tempinho que eu terminei de lê-lo e ainda hoje eu penso em algumas coisas a respeito do livro, porque apesar de ser uma ficção policial o livro retrata um assunto extremamente atualizado: violência contra a mulher (qualquer tipo).

Pesquisando um pouco sobre a trilogia e o autor, vi algo que me deixou muito surpresa: Quando Larsson tinha 15 anos ele testemunhou um estupro coletivo contra uma jovem e a culpa de não ter feito nada para ajudá-la o perseguiu durante toda a vida. O nome dessa garota ficou guardado em sua memória: Lisbeth. Portanto a série toda é dedicada a essa garota e a todas as outras que sofreram ou sofrem violência (sexual, física ou psicológica) em todo o mundo.

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Foto: Mari Bomfim

Os livros retratam a vida de Lisbeth Salander, uma jovem sueca, magra, inteligentíssima, exímia hacker, mas de pouca socialização que tem um passado obscuro, mas que irá se desenrolar durante toda a saga. O primeiro livro: O homem que não amava as mulheres foca em Mikael Blomkvist, um jornalista investigativo muito sedutor que foi convidado a investigar um crime, possível assassinato, que ocorreu há anos.

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Foto: Mari Bomfim

No segundo livro: A menina que brincava com fogo, vamos conhecendo um pouco a história de Lisbeth e os motivos que a deixaram tão excêntrica. Para mim é o melhor livro, tem mais cenas de ação, diálogos sensacionais e ótima interação dos personagens.

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Foto: Mari Bomfim

No terceiro e último livro: A rainha do castelo de ar, Lisbeth vai a julgamento, mostrando confiança nas pessoas e amigos que fez durante todo o processo, além disso, Mikael vai mexer com o serviço secreto sueco!

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Foto: Mari Bomfim

Não vou contar aqui os detalhes porque o livro é muito bom e tem que ser lido. Uma das coisas que eu acho mais importante no livro são como as personagens femininas são retratadas: fortes, maduras, Lisbeth no segundo livro não esperou ser salva por Mikael, sabia que tinha a capacidade para vencer seus inimigos. Erika lidou da melhor forma que conseguiu quando estava sendo ameaçada porque era chefe de uma grande empresa cheia de homens e seus grandes egos. A policial que tem que lidar com outras pessoas achando que não é capaz de fazer seu trabalho porque é uma mulher, etc…

Eu nunca havia lido nada parecido, nem como história (as cenas de violência são retratadas em detalhes), nem como ideal: porque desacreditar que uma mulher possa fazer melhor papel de chefe? porque induzir as pessoas a acreditar que uma mulher é ruim pela forma como escolhe seus parceiros sexuais? porque diminuir o poder da mulher?

Sim, essa trilogia lançada no Brasil pela Cia das Letras em 2008/2009, fala sobre Girl Power, e nos coloca para pensar em todas as coisas que fazemos automaticamente, todos os pensamentos julgadores que nós mulheres fazemos contra outras mulheres todos os dias sem motivo algum. Nos faz pensar sobre todas as violências cometidas desde a diferença no salário ou julgar a mulher pela roupa que usa até os abusos sexuais e torturas psicológicas.

Um livro sobre mulher, poder e uma autêntica heroína: Lisbeth Salander.

O livro foi para o cinema também, mas eu só assisti o primeiro (versão sueca), mas você pode ver mais sobre eles aqui, aqui e aqui.

Escrito por:
Mari Bomfim

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