BALELAS: O ciclo sem fim termina agora ou não tente entender o filme, apenas aprecie.

Hoje sentei na frente do computador e precisava escrever.

Ás vezes vem aquela sensação de angústia, aquele aperto no peito, sabe?

Mas então aquela página em branco ficou ali me fitando, e só consegui ficar olhando para o cursor no inicio do parágrafo, piscando para mim e nada veio. Não tinha nada em mim que realmente estivesse me incomodando, não havia nada físico, emocional ou ambiental que estivesse diferente de outros dias.

Nesses momentos eu sempre fico remoendo em minha memória alguma coisa que seja um motivo para estar assim, mal comigo mesma… “Será que eu fui muito grossa com meu pai?”, “Será que não deveria ter falado daquela forma com minha irmã?”, “Putz! Eu tava uma chata hoje, nem aproveitei o finalzinho da tarde com o Rafa direito!” E aí vem uma onda de culpa que vai me deixando mais angustiada e mais triste.

Eu sempre fico tentando saber o motivo das coisas, sempre fico me remoendo em culpa de algo que eu achei super certo na hora que falei ou fiz, mas depois fico pensando que eu poderia apenas ter deixado pra lá. Tenho esses dois problemas graves: 1) me sinto culpada e 2) e sempre acho melhor deixar pra lá.

Cansei de ficar embutindo culpa em mim mesma! Cansei de ficar deixando pra lá coisas que me incomodam! Mas também cansei de ficar me remoendo e angustiada! Então, como eu esse ano estou empenhada em ficar bem comigo mesma (de verdade), eu cortei o ciclo infinito que eu fazia sempre: ficar na bad total, começar a chorar sem um motivo específico e ficar repetindo pra mim mesma que é TPM, que é estresse e que é sempre assim e sempre será! Cansei disso!

Coloquei Adele no último volume (eu sei que as músicas delas são consideradas de fossa, mas ela me anima, sou fã da diva, sorry) , botei um fone de ouvido, e comecei a escrever esse texto enquanto cantarolava as músicas e fazia dancinha de back vocal.

Adele divando e fazendo sua dancinha.

O Rafa (meu namorado cinéfilo), sempre me falou quando eu não entendia nada do filme que a gente tinha acabado de assistir, que, muitas vezes, não é necessário saber a motivação do diretor em mostrar tal cena, tentar entender o que as coisas querem dizer e inventar ideias mirabolantes na cabeça sobre o que o filme significa. Simplesmente a gente deve curtir o filme, ver a beleza dele e apreciar aquele momento.

Claro que ele estava falando dos filmes do Godard, mas se você for pensar, na vida também pode ser assim, às vezes a gente fica meio mal e não sabe o motivo, e se achar o motivo de estar assim, faz você se sentir pior do que já está, então pode parar! Corta esse ciclo e começa a curtir a beleza das coisas, aprecie o momento. Se quando você está numa vibe mais ruim você fica mais inspirada em escrever (meu caso), em pintar, desenhar ou em compor uma música, aproveite isso, ao invés de ficar se remoendo!

Foi isso que eu fiz! E é assim que será daqui pra frente! Vamos eliminar hábitos que não nos faz bem e criar novos hábitos! Topa?

 

Escrito por:
Mari Bomfim

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