REVIEW: AMERICANAH DE CHIMAMANDA NGOZI ADICHIE

“Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela se depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra. Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência. Chimamanda Ngozi Adichie parte de uma história de amor para debater questões prementes e universais como imigração, preconceito racial e desigualdade de gênero”. 2014 – Editora Companhia das Letras – 516 págs. 

Primeiro quero dizer que estou apaixonada pela capa do livro, pelas cores e pela forma como o livro foi escrito. Em segundo lugar, quero dizer que mesmo apesar de ser uma mulher branca, nascida no Brasil, que nunca saiu do país e, teoricamente não ter nada a ver com a protagonista, me sinto representada por cada palavra e me identifiquei muito com Ifem.

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Foto: Mari Bomfim

O livro fala sobre amor, sobre preconceitos, critica a sociedade nigeriana e americana, fala sobre empoderamento e, porque não, sobre amor próprio. Traz reflexões profundas sobre imigração, autoimagem e o como a vida pode ser complicada, mas acima de tudo de como devemos lutar por aquilo que queremos.

Ifemelu encontrou o amor muito cedo, viveu intensamente esse amor com Obinze e nunca achou que um dia ele acabaria da forma como acabaria, assim como nunca imaginou que um dia iria morar nos Estados Unidos, sair de um emprego muito bem remunerado para virar blogueira em tempo integral e escrever sobre raças, justo ela que morava num país onde não havia raças, todos eram negros, como ela.

Ela também não imaginou que iria conhecer o preconceito, a intolerância, o sofrimento, o desespero e a depressão –  doença, segundo ela, que só existe na América – que seria difícil lutar contra a vontade de querer voltar atrás, e um dia, faria isso.

O livro tem esse nome por que “Americanah” é uma gíria que seus amigos usavam na adolescência para designar aqueles amigos que foram para os Estados Unidos e voltaram “afetados”, diferentes, achando que tudo lá é melhor do que na Nigéria, e Ifem tentou com todas as suas forças para não se tornar uma Americanah.

Tenho que confessar que o fim não me agradou, porque o livro simplesmente acaba! Como assim, quero saber o que vem depois, mas eu já imaginava que acabaria mais ou menos assim, quando estavam faltando 100 páginas e Ifem e Obinze ainda não tinham se reencontrado. Paciência!

Também gostei bem mais quando o capítulo era focado na vida de Ifemelu. Obinze teve sua história bem contada, mas acho que não consegui me identificar com a história dele, então eu lia rapidamente para chegar logo na parte da protagonista.

Minha parte favorita são os momentos que Ifemelu passa com seu primo Dike, desde quando ele era bem novinho, até na sua adolescência e em um dos momentos mais emocionantes do livro.

Já leram Americanah? Gostam de romances? Comentem!

Escrito por:
Mari Bomfim

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6 comentários em “REVIEW: AMERICANAH DE CHIMAMANDA NGOZI ADICHIE

  1. Não tinha ouvido falar desse livro ainda… mas ando sem tempo (infelizmente) para novas leituras. Estou focada na pilha nada amigável que existe ao lado de meu criado-mudo (falante, já que não para de dizer a quantidade de livros).
    Mas achei o tema interessante… eu costumo dizer que a América gosta de rotular tudo. Aqui é preciso ser isso ou aquilo e quando não é nada do que querem que você seja, o rótulo cresce de dentro para fora. O que eu acho muito estranho. Talvez por isso a depressão exista e aflore. rs

    anotei o título para casos de maio ser mais simpático e eu consegui concluir minhas leituras
    bacio

    Curtido por 1 pessoa

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