REVIEW: O cérebro de Buda de Rick Hanson

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“Com explicações claras acerca da estrutura e do funcionamento do cérebro, os autores de O cérebro de Buda demonstram que é possível condicionar a mente para obter mais felicidade e sabedoria no dia a dia através de práticas meditativas simples e rápidas. Sempre fundamentado em estudos científicos, o livro mostra como modificar e treinar o fluxo de pensamentos para ativar respostas positivas, com calma e compaixão, em vez de reações negativas, cheias de raiva e angústia. Indicado a quem busca bem-estar e paz de espírito, O cérebro de Buda é leitura essencial para compreender melhor o cérebro, mudar a mente e transformar a vida.” (skoob.com) – Editora Alaúde, 2012, 272 pág.

Eu baixei esse livro já algum tempo,quando eu estava bem focada em estudar neurologia, mas acabei não lendo, por não ser especificamente da área psicológica, mas então eu comecei a ler uma parte esses dias e acabei gostando.

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Foto: Mari Bomfim

Porém, uma coisa que você deve saber logo de cara é que “O cérebro de Buda” não é um livro simples, que qualquer pessoa pode ler. Tem muitos termos e conteúdos bem teóricos e se você nunca teve contato com neurologia, deve ficar bem difícil.

Tirando isso, o autor tenta ser bem prático e explicativo, fala sobre como a meditação e reflexão podem mudar nosso dia a dia e principalmente nossa saúde física e emocional. O autor é neurologista, portanto a obra acaba sendo quase uma monografia, com referências bibliográficas no corpo do texto e no final do livro. Além de trechos bem interessantes, casos e ditados budistass, o autor dá dicas e ensina algumas meditações para certas situações vividas.

Vou colocar alguns trechos que mais me marcaram e me chamaram a atenção, para  vocês terem uma ideia sobre o que é o livro e de que forma o autor se comunica.

“Somente o homem [de todos os animais] se preocupa com o futuro, arrepende-se do passado e culpa a si mesmo pelo presente.”

“É um principio moral comum que, quanto maior o poder que se tem sobre alguém, maior é a obrigação de usá-lo para o bem. Então pense: quem é a pessoa sobre a qual você exerce maior poder? É o seu EU futuro. Você tem essa vida nas mãos, e depende de você como ela será.”

“Cultivar o próprio desenvolvimento não significa ser egoísta. Na verdade, é um grande presente para as outras pessoas.”

Sobre o porquê uma coisa ruim acaba com o seu dia, mesmo que até aquele momento tudo tenha sido incrível:

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“Isso porque são as experiencias negativas, e não as positivas, que normalmente têm mais impacto na sobrevivência”

“O cérebro é atraído por más notícias. […] Evoluímos para dar maior atenção às experiências ruins. Essa tendência negativa ignora o que é bom, realça o que é ruim e gera ansiedade e pessimismo.”

“As experiências ruins criam círculos viciosos, tornando a pessoa pessimista, reativa e inclinada a se ver de maneira negativa.”

Sobre amar a si mesmo:

“Autocompaixão não é autopiedade nas ternura, interesse e desejo de melhora.”

“Para destruir estruturas antigas e construir novas, é preciso dedicação e tempo. Chamo isso de ‘a leia das pequenas coisas’: embora pequenos momentos de ganância, ódio e ilusão [os males da sociedade para Buda, que ele chama de Os Três Venenos] tenham deixado vestígios de sofrimento na mente e no cérebro, muitos pequenos momentos de prática [de meditação] substituirão esses Três Venenos, bem como o sofrimento que eles causam, por felicidade, amor e sabedoria.”

“O tratamento não é suprimir as experiências negativas; quando elas acontecem, acontecem. Em vez disso, deve-se cultivas as vivências positivas e, acima de tudo, assimilá-las e absorvê-las de modo que se tornem parte permanente do ser.”

“Lembre-se: Eu não sou meus pensamentos. Não sou esses pensamentos sobre mim.”

“Ser humilde significa ser natural e despretensioso, e não ser envergonhado, inferior ou capacho dos outros.”

“Acreditar que você precisa ser especial para merecer amor e apoio cria um grande obstáculo que exige muito esforço e tensão para ser transposto – dia após dia. E ainda o enche de autocrítica e sentimentos de incapacidade e inutilidade quando não consegue  o reconhecimento que tanto deseja. Em lugar disso, experimente desejar-se o bem assim: Que eu seja amado sem ser especial.  Que eu colabore sem ser especial.”

São muitas frases, eu sei, se você se interessou sobre o assunto, recomendo ler o livro e fazer os exercícios. Pelo que viram, esse livro deu ainda mais ânimo para eu focar na “meditação todo dia” que eu disse que ia fazer, mas sempre arrumo uma desculpa.

Escrito por:
Mari Bomfim

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3 comentários em “REVIEW: O cérebro de Buda de Rick Hanson

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