DESAFIO CINETOSCÓPIO DO RAFA #20

Olá! Meu nome é Rafael e voltei para dar continuidade ao desafio cinetoscópio dos 30 filmes que estou fazendo aqui no blog da Mari. O tema de hoje é:

#20 – UM FILME QUE VOCÊ NÃO ENTENDEU OU TEVE DIFICULDADE DE ENTENDER

Hoje é dia de falar de mais um samurai. Provavelmente, o melhor diretor de todos os tempos: Stanley Kubrick. Kubrick é conhecido pelo seu perfeccionismo. Demorava anos fazendo seus filmes porque buscava sempre a perfeição em cada cena. O cara é responsável por vários clássicos. Ele era tão bom que tinha carta branca de uma das maiores produtoras de Hollywood para fazer o que quisesse. Mas o que diferencia Kubrick do resto é a sua versatilidade. Filme de guerra? Ele fez o clássico Glória feita de sangue, além do ótimo Nascido para matar. Épico? Ele fez Spartacus. Suspense? O Iluminado. Drama? O sensacional Laranja Mecânica. Humor? A maior comédia de humor negro da história, Dr. Fantástico. Ficção científica? Também a maior de todas, 2001 – Uma odisseia no espaço. Gênio. Gênio. Gênio.

É de 2001 – Uma odisseia no espaço que nós vamos falar hoje. Um filme de 1968 (!) que revolucionou o cinema em termos visuais, filosóficos e artísticos. Kubrick passou 5 anos produzindo o filme e trocando ideias com o autor do livro, Arthur C. Clarke (enquanto Kubrick escrevia o roteiro, Clarke escrevia o livro). O filme é famoso por ter o maior corte espacial da história, que vai de um osso arremessado por um ser da pré-história para uma nave espacial no ano de 2001. A trilha do filme também é famosa, pois Kubrick usou música erudita em uma associação perfeita com o movimento dos satélites.

Desde a “Aurora do Homem” (a pré-história), um misterioso monolito negro parece emitir sinais de outra civilização interferindo no nosso planeta. Quatro milhões de anos depois, no século XXI, uma equipe de astronautas liderados pelo experiente David Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary Lockwood) é enviada à Júpiter para investigar o enigmático monolito na nave Discovery, totalmente controlada pelo computador HAL 9000. Entretanto, no meio da viagem HAL entra em pane e tenta assumir o controle da nave, eliminando um a um os tripulantes. (adorocinema.com)

Tenho uma relação de amor e ódio com esse filme. Quando assisti a primeira vez, achei um saco. Na segunda, eu adorei. Na terceira, dormi. Na quarta, achei genial e na quinta vez, ele já estava consagrado como o meu filme de ficção científica favorito. O grande enigma do filme é a porra do monólito. De onde veio? Para onde vai? Quais os efeitos dele na humanidade? Por que ele apareceu na Lua? De onde vem o sinal que ele emite? Será que existe outro em Júpiter? Será que existe vida em Júpiter? O final não te dá merda de resposta nenhuma, só confunde ainda mais sua cabeça. Quando David deixa a nave numa cápsula e parte em uma viagem psicodélica pra PQP, você também não sabe para onde ele foi. Que quarto era aquele? Por que ele tá velho? E essa taça que quebrou, significa alguma coisa? O que o monólito tá fazendo ali? E esse bebê? Desiste. “Se alguém entender 2001 de primeira, nós teremos falhado. Quisemos levantar muito mais questões do que respondê-las”, Clarke afirmou certa vez. Eles não falharam. Já assisti 5 vezes e ainda não entendi plenamente, mas isso não faz a menor diferença.

Escrito por:
Rafael Forcassin

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