DESAFIO CINETOSCOPIO DO RAFA #29

Olá! Meu nome é Rafael e voltei para dar continuidade ao desafio cinetoscópio dos 30 filmes que estou fazendo aqui  no blog da Mari. O tema de hoje é:

#29 – UM FILME QUE VOCÊ GOSTARIA DE MORAR

Depois de um longo período de preguiça recesso, voltei com o desafio. E hoje, vou falar de um filme dirigido por um samurai do cinema, o italiano Federico Fellini. O filme escolhido é , de 1963.

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8½ acompanha o cineasta Guido Anselmi (Marcello Mastroianni), que prestes a rodar sua próxima obra, ainda não tem ideia de como será o filme. Mergulhado em uma crise existencial e pressionado pelo produtor, pela mulher, pela amante e pelos amigos, ele se interna em uma estação de águas e passa a misturar o passado com o presente, ficção com realidade.

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Provavelmente, 8½ é o maior filme de todos os tempos. Nada a deixa a desejar na obra. Direção, atuações, roteiro, ritmo, fotografia, tudo é perfeito. É impossível não se agoniar com a procura de Guido por inspiração e não se perder com ele em seus devaneios e ambições. O filme não segue uma narrativa linear e em determinado momento não se sabe o que é passado e presente, realidade e sonho. Sabe-se, porém, que é arte, e que Fellini fez uma obra imortal de amor puro ao cinema.

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Mas por que eu moraria em 8½? O filme se passa na Itália dos anos 60 e isso já seria suficiente. Além disso, é um filme sobre fazer filmes e um cinéfilo não poderia escolher outro filme para morar. A Mari diria que quero morar em 8½ por causa das belas mulheres filmadas por Fellini, o que não deixa de ser verdade também. Imagina morar em filme com a Claudia Cardinale?

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Escrito por:
Rafa Forcassin

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DESAFIO CINETOSCÓPIO DO RAFA #28

Olá! Meu nome é Rafael e voltei para dar continuidade ao desafio cinetoscópio dos 30 filmes que estou fazendo aqui no blog da Mari. O tema de hoje é:

#28 – Um filme famoso/clássico/consagrado que você não gosta

Vixe! Sinto que hoje serei xingado e provavelmente nunca mais escreverei aqui. Mas vamos lá! O filme famoso que eu não gosto é: Moulin Rouge!

Sei que muita gente gosta dessa bosta desse filme, inclusive a Mari, por isso vai dar treta. Moulin Rouge! tem 227.588 avaliações no IMDB  e uma boa nota média de 7,6. Não entendo o porquê.

Dirigido por Baz Luhrmann, Moulin Rouge! (que no Brasil recebeu o ridículo subtítulo Amor em vermelho) é um filme de 2001 estrelado por Ewan McGregor e por uma insossa Nicole Kidman.

Christian (Ewan McGregor) é um jovem escritor que possui um dom para a poesia e que enfrenta seu pai para poder se mudar para o bairro boêmio de Montmartre, em Paris. Lá ele recebe o apoio de Henri de Toulouse-Latrec (John Leguizamo), que o ajuda a participar da vida social e cultural do local, que gira em torno do Moulin Rouge, uma boate que possui um mundo próprio de sexo, drogas, adrenalina e Can-Can. Ao visitar o local, Christian logo se apaixona por Satine (Nicole Kidman), a mais bela cortesã de Paris e estrela maior do Moulin Rouge. (filmow.com)


Quando se tem a ideia de fazer um musical, qual é a primeira coisa necessária? Músicas! Criar músicas!!! Pegar músicas famosas, mudar os arranjos e tentar encaixá-las no contexto de um filme é um recurso preguiçoso, para não dizer covarde. Além disso, o filme é presunçoso e cansativo.

E o que dizer do casal principal? Nicole Kidman está insuportável e a química dela com McGregor não existe, não dá pra acreditar no amor deles em nenhum momento. A melhor cena do filme é a cena da morte da personagem Satine; o problema é que ela demora o filme inteiro pra morrer.

PS: Também odeio Mamma Mia e Across the universe, musicais sem músicas originais. Obrigado pela compreensão.

Escrito por:
Rafael Forcassin

PS2:Como já dito anteriormente, esse blog é aberto à toda e qualquer opinião, mesmo que seja contra um filme que fez minha adolescência e me fez cantar Roxanne mil vezes em um dia.

Mari Bomfim

DESAFIO CINETOSCÓPIO DO RAFA #27

Olá! Meu nome é Rafael e voltei para dar continuidade ao desafio cinetoscópio dos 30 filmes que estou fazendo aqui  no blog da Mari. O tema de hoje é:

#27 – UM FILME QUE LEMBRE SUA FAMÍLIA

Caramba! Talvez esse seja o tema mais difícil do desafio. Minha família nunca foi ligada em cinema. Não temos o costume de assistir filmes juntos e eles provavelmente não gostariam dos meus filmes favoritos. Por isso, a dificuldade do tema. Porém, existe um filme da minha infância que a minha família inteira gostava. Talvez porque esse filme fala de uma família do interior como a nossa. O filme escolhido de hoje é: A Família Buscapé.

The Beverly Hillbillies, conhecido no Brasil como A Família Buscapé é um filme de 1993, dirigido por Penelope Spheeris. É um dos meus “filmes da Sessão da Tarde” favoritos.

“Jed Clampett (Jim Varney) decide se mudar do interior do Arkansas para a luxuosa cidade de Beverly Hills, na Califórnia, quando se torna um bilionário após encontrar petróleo. O caipira ingênuo leva toda sua família para a cidade grande, onde, diante daquele choque cultural, passa a procurar uma esposa. (adorocinema.com)”

familia

Talvez as próximas linhas sejam atacadas por um intenso efeito nostalgia, portanto, se você assistiu o filme recentemente e ele hoje em dia é ruim, desconsidere o que eu escrever abaixo. O filme é engraçadíssimo! Uma família caipira chegando à cidade grande e tendo que conviver com a modernidade e os costumes da cultura urbano-industrial, individualista e egoísta é uma ótima ideia e no caso de A Família Buscapé, uma ótima ideia muito bem desenvolvida. As piadas tem timing, o roteiro cumpre seu papel, as atuações são boas e o mais importante em uma comédia: é engraçado (pelo menos era há 17 anos).


Não assisto A Família Buscapé há muito tempo. Talvez uma nova assistida quebre o encanto que tenho por esse filme. Talvez não. Tomara que não, isso fará com que a estima que tenho pela obra aumente.

Escrito por:
Rafael Forcassin

DESAFIO CINETOSCÓPIO DO RAFA #26

Olá! Meu nome é Rafael e voltei para dar continuidade ao desafio cinetoscópio dos 30 filmes que estou fazendo aqui no blog da Mari. O tema de hoje é:

#26 – UM FILME MUDO

O cinema mudo é incrível! Existe muito preconceito com os filmes mudos e isso impede a maioria das pessoas de aproveitar um universo de sensações que só o cinema dessa fase pode proporcionar e mais do que isso, impede de conhecer verdadeiras obras-primas da sétima arte como Metropolis, Das Cabinet des Dr. Caligari, City Lights, The General, Faust – Eine Deutsche Volkssage e Bronenosets Potyomkin. É desse último que vou falar hoje.

Bronenosets Potyomkin, conhecido no Brasil como O Encouraçado Potemkin é um filme russo, de 1925, dirigido por Sergei M. Eisenstein.

Em 1905, na Rússia czarista, aconteceu um levante que pressagiou a Revolução de 1917. Tudo começou no navio de guerra Potemkin quando os marinheiros estavam cansados de serem maltratados, sendo que até carne estragada lhes era dada com o médico de bordo insistindo que ela era perfeitamente comestível. Alguns marinheiros se recusam em comer esta carne, então os oficiais do navio ordenam a execução deles. A tensão aumenta e, gradativamente, a situação sai cada vez mais do controle. Logo depois dos gatilhos serem apertados Vakulinchuk (Aleksandr Antonov), um marinheiro, grita para os soldados e pede para eles pensarem e decidirem se estão com os oficiais ou com os marinheiros. Os soldados hesitam e então abaixam suas armas. Louco de ódio, um oficial tenta agarrar um dos rifles e provoca uma revolta no navio, na qual o marinheiro é morto. Mas isto seria apenas o início de uma grande tragédia. (adorocinema.com)

O filme foi produzido como propaganda comunista (financiada pelo Estado Soviético) e isso faz com que muita gente torça o nariz para ele. Porém, reduzir esse filme à pura propaganda e desconsiderar a sua importância para o cinema é uma bobagem sem tamanho, praticamente uma heresia.

“Rafael, por que esse filme é tão importante?” Explico-lhe, jovem padawan. Eisenstein era, além de cineasta, um estudioso e teórico do cinema. Em O Encouraçado Potemkin, ele coloca em prática a Teoria da Montagem. O que é a montagem? Montagem é o ato de juntar as imagens captadas desordenadamente durante a rodagem de um filme, proporcionando uma narrativa coerente através da junção das cenas, relacionando-as com o que as antecede e sucede.

Segundo Eisenstein, a montagem seria o que daria sentido ao filme, mais do que isso, a montagem seria responsável por fazer com que o espectador tivesse os sentimentos esperados pelo diretor. Para ele, um plano A combinado com um outro plano B, geraria no espectador um resultado C, que é diferente da mera combinação dos dois planos e advém do resultado dos conflitos e atrações existentes na relação entre A e B. Entendeu? Se não entendeu, tudo bem. A intenção não é explicar a teoria dele. A intenção é mostrar que hoje parece óbvio que a montagem influencia os nossos sentimentos e que os filmes são feitos de determinada forma a fim de provocar certas sensações, e Eisenstein foi um dos primeiros a perceber isso. Aí a sua importância para o cinema. Aí a importância de O Encouraçado Potemkin para o cinema.

Escrito por:
Rafael Forcassin

DESAFIO CINETOSCÓPIO DO RAFA #25

Olá! Meu nome é Rafael e voltei para dar continuidade ao desafio cinetoscópio dos 30 filmes que estou fazendo aqui no blog da Mari. O tema de hoje é:

#25 – UM FILME COM UMA FRASE MARCANTE

O cantor de jazz, de 1927, foi o primeiro filme falado da história. A partir dali, milhares de frases marcantes foram ditas por personagens inesquecíveis. Portanto, escolher um filme com uma frase marcante é tarefa das mais difíceis. Mas vamos lá!

Scarface é um filme de 1983, dirigido por Brian de Palma com Al Pacino no papel do traficante Tony Montana. O filme é um remake de Scarface, filme de 1932, dirigido por Howard Hawks e Richard Rosson. Um dos raros casos onde o remake supera o original, que também é ótimo.

Década de 80. Centenas de imigrantes cubanos aportam na costa da Flórida, durante uma breve abertura da ilha por Fidel Castro, em uma manobra para se livrar do excesso de presos nas cadeias cubanas. Em meio à massa de miseráveis, chega Tony Montana, bandido de pouco nome e muita bravata, disposto a conquistar o mundo do tráfico. (filmow.com)


Esse é mais um filme que prova que Al Pacino é foda. O cara segura quase 3 horas de filme nas costas, fácil. E olha que o personagem dele é um machista que bate na mulher, mas o carisma de Pacino faz com que não se desgrude os olhos da tela e as 3 horas passam voando.

Tony Montana é total crazy. Chuta bundas geral, cheira um mundo de cocaína e xinga a porra toda (a palavra “fuck” é falada mais de 200 vezes durante o filme). Chega pobretão nos States e se torna o chefe de um império da cocaína. Mas no fundo, continua sendo o pobretão cubano. Sabe aquela história de que “você sai do gueto, mas o gueto não sai de você”? Pois é. E quando invadem a mansão do cara para acabar com esse reinado, Tony, cheiradaço como sempre, pega o lançador de granadas e diz a frase que é o motivo desse post:

SAY HELLO TO MY LITTLE FRIEND!

Escrito por:
Rafael Forcassin