Série de TV – 3% – Netflix

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Essa série saiu no final do ano passado, mas eu só fui assistir ela nesse carnaval. É o primeiro seriado brasileiro original feito pela Netflix e confesso que estava com grandes expectativas.

A distopia se passa em um futuro não muito distante, aparentemente seriam umas três gerações depois da gente [logo ali]. O planeta está devastado, o Continente tem escassez de recursos e a população vive na miséria. Porém, quando se completa 20 anos, os jovens tem a chance de passar pelo Processo, passando por provas físicas, cognitivas e psicológicas para avançar ao Mar Alto, uma região onde há tecnologia, recursos naturais e harmonia. Somente 3% dos que se inscrevem no Processo chegarão lá.

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Eu adoro mundo pós-apocalíptico, li Jogos Vorazes muito empolgada, gosto muito de filmes que tenham essa vibe também, então estava animada com uma série brasileira com essa concepção. Porém, talvez tenha criado muitas expectativas e acabei me decepcionando.

A série não é de todo ruim, as provas são legais, os personagens [até mesmo os coadjuvantes] são bem estruturados, mas ela tem algumas falhas de enredo e continuidade, além de focar em dramas que eu não acredito ser muito relevantes. Fora que eu tive a impressão de estar sendo “doutrinada”, os diálogos eram muito pensados e acabava dando a impressão de ser uma série que iria ensinar sobre corrupção, meritocracia, moralidade, ética e acaba não falando muito nisso.

O Processo desse ano [em que se passa a série] era mais tenso, porque ocorreu um assassinato em Mar Alto, um lugar onde só iriam os merecedores, então ficam em cima do cara que faz os jogos pra entender quem são esses “merecedores”, além disso, tem os caras da “revolução” que não aceitam que apenas três por cento da população viva bem enquanto os outros ficam na miséria.

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Eu sinto que a série tinha muito para mostrar, era uma história que dava para falar e fazer as pessoas pensarem sobre, como House of Cards faz, mas os dramas e romances acabam deixando tudo isso de lado e a temporada termina sem que você reflita verdadeiramente sobre as coisas. Não tiveram grandes reviravoltas, muitas coisas foram previsíveis e enrolaram para falar sobre a criança que estava na cara de quem era.

Eu realmente queria ter gostado da série, mas ficou a desejar, talvez  meu erro foi colocar muita expectativa.

O que vocês acharam da série?

Escrito por:
Mari Bomfim

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4º de 2017 – Livro: A Amiga Genial (Série Napolitana) de Elena Ferrante

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Três primeiros livros da Série Napolitana

Esse é um daqueles livros que eu não sabia muito o que esperar e me rendeu muita coisa pra pensar. Primeiro porque Elena Ferrante é a escritora mais misteriosa que eu já conheci e rende muitas especulações, mas o livro em si é cheio de “coisas para se pensar”. Esse livro é o primeiro de quatro da série napolitana (e sim, eu sempre penso em sorvete quando eu leio essa palavra).

A ambientação me lembrou muito um filme que o Rafa, meu namorado cinéfilo, me indicou para assistir: Ladrões de Bicicleta de Vittorio De Sica . A história se passa na década de 50, no pós guerra, na periferia de Nápole, na Itália. Conta a história de duas amigas, Elena Greco e Raffaella Cerullo.

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É narrada em primeira pessoa por Elena, e acompanhamos a infância até os 16 anos dessas meninas. Cerullo é uma criança arisca, inteligente e se torna irresistível para Elena, que apesar de não entender quais motivos a levam à isso, acabam se tornando melhores amigas, competidoras e dependentes umas da outra.

Com o passar do tempo, Elena se sente feia, mas continua os estudos, algo muito difícil na época, e ela usa a escola como algo para conquistar e deixar a filha do sapateiro com inveja, mas Cerullo cresce de forma exuberante, bonita e não precisa da escola para modelar seus pensamentos, ela consegue se educar pegando livros na biblioteca e conversando com pessoas mais velhas.

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O livro fala sobre a pobreza do pós-guerra, a violência, o medo constante e os sonhos de um futuro que irão tirá-las daquele lugar. A autora retrata com um texto fluido e marcante todas as dúvidas e dores daquela infância triste das meninas, seus sofrimentos psicológicos e sensações indescritíveis que ela consegue descrever tão bem.

Adorei esse primeiro livro e estou doida para ler os outros três!

Escrito por:
Mari Bomfim

Dia banal, encomenda não chegou e minha sanidade mental.

Eu sou a prova que uma mente imaginativa e ansiosa podem causar grandes estragos na minha sanidade mental.

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É mais um dia banal, como qualquer outro. Levanto, tomo café, faço exercícios, vou trabalhar. A vida seguia seu curso normalmente, sem sustos, sem grandes ansiedades, mas aí, chego no trabalho, [que ultimamente está sendo um ambiente mais estressante que o normal] e ouço que questionaram minha habilidade.

Eu escuto muito isso, para mim, e na minha profissão é normal ouvir que estou errada, que as coisas não são assim, que eu não estou fazendo isso direito, que deveria haver uma fórmula mais simples e rápida, assim como faz parte eu ter que me provar [muitas vezes para mim mesma] minha capacidade para lidar com os problemas do dia a dia.

Então eu escuto isso, e sigo no trabalho, normalmente, sem grandes ansiedades.

Chego em casa e descubro que uma encomenda que eu estava esperando não chegou, e que a culpa disso foi o fato de não ter prestado atenção na hora de preencher o endereço e acabei errando o número da minha casa.

Falha banal, coisas que acontecem.

O que racionalmente eu deveria fazer? Esperar o outro dia, ligar no correio e ver se a encomenda está lá para eu pegá-la.

O que eu fiz naquele momento? Me deixei levar por um turbilhões do emoções onde eu me sentia fracassada, questionava minha inteligência e capacidade de lidar com coisas simples, e ia além, imaginava um mundo inteiro desmoronando porque eu não consegui pegar essa encomenda e porque me questionaram no trabalho, e porque eu briguei com a minha irmã…

Naquele momento, ele surgiu, sorriu, me abraçou e disse exatamente o que eu precisava ouvir, me deu um puxão de orelha como só ele sabe fazer. Acalmei, entrei nos eixos. Sem crise, fiz o que precisava fazer, e que poderia fazer sem dramas.

Apesar de saber o que eu deveria fazer, minha mente se deixou levar pelas minhas emoções e inseguranças do momento, entrei no furacão em um piscar de olhos e já não sabia mais o que fazer. As coisas acontecem assim comigo e com muitas pessoas, e nem precisamos estar de TPM. Vivemos uma vida de estresse e em uma sociedade que espera que sejamos perfeitos, nós esperamos perfeição de nós mesmo.

Eu tenho a sorte de um amor tranquilo que me ajuda muito a encontrar esse equilíbrio, e friso sempre que não importa quem seja ou o que seja, mas encontre alguém/algo que te dê equilibro e te faça pensar de outra forma.

Que possamos ter equilíbrio e boas histórias para contar!

Escrito por:
Mari Bomfim

O problema de se proteger demais.

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Há algum tempo atrás, eu não conseguiria me imaginar como estou hoje! Eu me protegia demais, não permitia que nada acontecesse comigo, escondia meus sentimentos dos outros e aos poucos fui escondendo de mim mesma, criei a ideia de que eu era uma pessoa durona, forte e que nada me abalava.

Mas era só fachada, e pior, essa fachada não me fazia bem, eu não tinha colo para chorar, porque achavam que eu nunca iria chorar, as pessoas despejavam em mim suas próprias situações e iam embora, porque acreditavam que eu ia lidar bem com aquilo, porque eu era assim!

Quando eu era mais nova eu tinha a ilusão de que se eu me protegesse muito, nada de mal aconteceria comigo, eu nunca seria humilhada, não teria vivências ruins, apenas existiria e já estava me contentando com isso, mas eu percebi que sem experiências eu não conseguiria amadurecer, não mudaria, ficaria sendo aquela mesma pessoa, fazendo as mesmas coisas, lendo os mesmos livros, assistindo os mesmo filmes.

Eu mudei, eu deixei vir as experiências no momento certo, e por sorte, tive a pessoa certa ao meu lado, fui me conhecendo, lapidando e descobrindo que eu posso pedir colo quando quiser, que eu posso dar e receber carinho e me jogar nas mais loucas aventuras. Nem sempre tudo vai dar certo, às vezes aquelas certezas absolutas que guiavam nossa vida caem por terra e você se depara com situações completamente novas que não foi programada para lidar. E aí?

Aí, que se você focar em se proteger, em evitar experiências, você vai perder a oportunidade de crescer, se conhecer e encontrar quem a gente realmente é! Sim, porque somos aquilo que vivemos! Podemos ler coisas profundas, ter conhecimento específico sobre espiritualidade, mas se não colocarmos em prática, se ficarmos apenas enclausurados, então nada sabemos!

Como já dizia Guimarães Rosa: “Viver é muito perigoso… Porque aprender a viver é que é o viver mesmo… Travessia perigosa, mas é a da vida“, sim, viver é complicado, Seu Guimarães, nem sempre a gente acerta, nem sempre a gente tem certeza do que está fazendo, muitas vezes vamos ter que lidar com cara feia e com gente duvidando da gente, mas é melhor viver de verdade, do que ficar vendo a vida passar – que era como eu me sentia antes.

Então, eu sei que é difícil se arriscar! Para muita gente acordar e levantar da cama é um esforço descomunal e se essas são suas dificuldades comece daí, cada um tem sua travessia, sua experiência, nunca se compare a ninguém, se inspire, mas não queira copiar, encontre quem você é e se deixe viver!

Escrito por:
Mari Bomfim

Um post rapidão: Instagram voltou

Quem acompanha o blog sabe que eu sou uma pessoa muito temperamental, cheias de insegurança e que muda de opinião com frequência, dito isso, quero dizer que eu voltei com o instagram do blog!

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Leitor amigo: Mas Mari, por que você deletou o outro Instagram?
Eu: Porque eu não tava na vibe… tava achando que ia acabar desistindo do blog e o insta foi o primeiro que eu abandonei…
Leitor amigo: Mas e aquelas fotos fofas, você perdeu tudo?
Eu: Sim, principalmente porque o vsco fez o favor de atualizar e sumir com as fotos, mas a vibe do insta é outra, antes era todo clean, agora eu to numa onda mais colorida e tals.

Então é isso, me segue lá no insta, para eu seguir vocês de volta!

Meu insta pessoal é: @maricbomfim

E o insta do blog é: @mirenalua

Mudei o logo do blog também, que vocês acharam?