DESAFIO LITERÁRIOS DOS 60 DIAS #52 #54 #55

Não estou nem acreditando que estou acabando esse desafio 😮

DESAFIO LITERÁRIO DOS 60 DIAS

#52 – UM LIVRO QUE VOCÊ GANHOU DE ALGUÉM

#54 – UM LIVRO CUJO O PERSONAGEM VOCÊ ADMIRA E PORQUÊ

#55 – UM LIVRO QUE TE ENSINOU ALGO

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Foto: Mari Bomfim

Eu já fiz review desse livro aqui no blog, mas preciso falar dele de novo, eu me apaixonei pela capa desse livro na primeira vez que eu botei os olhos nele! Então, o Rafa me surpreendeu me dando o livro de presente, o que me deixou bem emocionada, e quando eu comecei a lê-lo, que livro incrível!

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Foto: Mari Bomfim

Dita é uma menina de 14 anos e passou sua adolescência em Auschwitz, ela sofreu maus tratos, passou fome, frio e viveu todas as coisas ruins que vem com a Guerra, principalmente a Segunda Guerra, mas mesmo assim, ela encontrou forças para se tornar uma bibliotecária, correndo grandes riscos. Melhor de tudo: Dita é real, e hoje uma senhora com olhos profundos e cheios de histórias.

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Foto: Mari Bomfim
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Foto: Mari Bomfim

O que mais gosto desse livro é que ele não acaba quando a Guerra acaba, ele fala do preconceito e dos problemas enfrentados por aquelas pessoas que conseguiram sobreviver no campo de concentração e foram jogadas no mundo sem casa, sem família e sem emprego. Já disse e repito: Vale muito a pena ler!

Já leu esse livro? Gosta de ler histórias reais? Comente!

Escrito por:
Mari Bomfim

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DICAS: 3 livros sobre a Segunda Guerra Mundial

A dica de hoje é sobre um tema que eu gosto de ler (já expliquei um pouquinho aqui o porquê) então eu resolvi separar três livros sobre o mesmo tema, mas que mostra pontos de vistas diferentes.

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Foto: Mari Bomfim

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS – MARKUS ZUZAK

O primeiro livro é meu livro favorito da vida! Nesse livro o pano de fundo é o Holocausto, mas a protagonista do livro é uma alemã, Liesel Meminger, de pais comunistas, que vai morar com uma família adotiva, Hans e Rosa Hubermann, de alemães típicos (bravos, exigentes e cheios de palavrões), mas ambos recheados com corações enormes, a ponto de correrem riscos ao esconder no seu porão, Max, um judeu lutador.

A BIBLIOTECÁRIA DE AUSCHWITZ – ANTONIO G. ITURBE

Esse livro apesar de ser um romance, como o próprio subtítulo diz, ela foi baseado na história real de Dita Kraus, uma menina judia de 14 anos que passou sua adolescência no caos da Segunda Guerra Mundial, mas se fortaleceu utilizando os livros como suporte às atrocidades da Guerra. Um livro incrível, que não acaba, quando acaba  a Guerra, é bem interessante ver o que aconteceu depois, como as pessoas tentavam se achar em meio à milhares de pessoas sem casa.

MAUS – ART SPIEGELMAN

Foi o último livro que li dessa lista, na verdade é uma novel graphic, ou seja, uma história em quadrinho e conta a história na verdade do filho de um judeu sobrevivente e em como a Guerra deixa marcas que passam de geração em geração e em alguns casos é insuperável. Esse livro é o mais triste de todos os citados, pois não tem um final feliz, mas também é o mais interessante porque realmente mostra como ele, Art, se sentiu ao fazer o livro.

São três livros forte e incríveis que vale muito a pena ler. A review detalhada de cada livro você lê clicando no título em negrito.

Escrito por:
Mari Bomfim

DESAFIO LITERÁRIO DOS 60 DIAS #5

A Ana Carolina, do blog Palavra Sonhadora, fez um desafio literário muito legal em 2012. O desafio consiste em postar sobre livros por 60 dias, não há necessidade de serem dias seguidos, os livros podem ser repetidos, a regra é seguir os temas. Quer saber sobre os outros livros? Clica na barra do menu ali em cima e selecione a categoria, ou clique aqui.

DESAFIO LITERÁRIO DOS 60 DIAS

#5 – UM LIVRO QUE VOCÊ RECOMENDA.

Acredito que todos os livros que eu fiz review aqui no blog,sejam livros que eu recomende, porque foram obras que eu gostei muito de ler e/ou foram muito importantes para mim naquele momento. Mas dois livros que acabei lendo o ano passado foram surpresas muito boas do tipo: “Nossa que livro foda!”. O primeiro, sem dúvida, foi a Trilogia Milenium de Stieg Larsson, que tem a personagem feminina mais incrível do mundo! Eu gostaria que muito mais pessoas lessem esse livro, porque ele simplesmente fala sobre a alma da mulher. Cada personagem feminina do livro fez com que eu, mulher, pensasse: “Esse livro foi escrito por uma mulher, certeza!”, mas não, então Stieg, onde quer que você esteja, valeu por essa saga incrível!

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Foto: Mari Bomfim

Meu livro favorito dessa trilogia é o terceiro: “A Rainha do Castelo de Ar”, porque nele descobrimos muito mais sobre a Lisbeth, sobre seu passado e todos os sentimentos que fervilham dentro dela, e é um dos livros mais emocionantes e de tirar o fôlego. Por favor, leiam!

*Saiu o quarto livro com Lisbeth, mas esse eu ainda não li.*

Outro livro que foi uma grata surpresa em 2015 foi “A bibliotecária de Auschwitz” de Antonio G. Iturbe ~você pode ler minha review aqui~ baseado em fatos, que conta a história da jovem Dita, uma menina muito corajosa que enfrentou vários perigos para poder se tornar bibliotecária de uma minúscula biblioteca itinerante localizada no bloco 31 do campo de concentração mais famosos e terrível.

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Foto: Mari Bomfim

Coincidentemente o primeiro livro foi uma indicação e empréstimo feita pelo Rafa e o segundo foi um presente ❤ Obrigada, meu amor!

E você, qual livro você recomendaria? Deixe nos comentários!

Escrito por:
Mari Bomfim

 

REVIEW: A BIBLIOTECÁRIA DE AUSCHWITZ DE ANTONIO G. ITURBE

“Muitas histórias do horror e sofrimento testemunhados dentro dos campos de concentração nazistas são contadas e recontadas, já estão gravadas e arquivadas. É difícil, nesses relatos, encontrar atos de esperança e força diante de todo o mal registrado durante o Holocausto. ‘A Bibliotecária de Auschwitz’ é um livro diferente. É uma história verdadeira e cheia de detalhes a respeito de um professor judeu, Fredy Hirsh, que criou uma escola secreta dentro do bloco 31, no campo de concentração de Auschwitz, dedicando-se a lecionar para cerca de 500 crianças. Criou também uma biblioteca de poucos volumes com a ajuda de Dita Dorachova, uma menina judia de 14 anos que se arriscava para manter viva a esperança trazida pelo conhecimento e escondia os livros embaixo do vestido. É um registro de uma época sofrida da História, mas que também mostra a coragem de pessoas que não se renderam ao terror e se mantiveram firmes usando os livros como ‘arma’. ” (skoob.com) Editora  Agir, 2014, 366 págs.

Como vocês sabem, eu estava lendo esse livro e me apaixonando. Na verdade, desde que o vi na prateleira da livraria e soube que era sobre uma menina vivendo em um campo de concentração em meio ao holocausto e sobrevivendo a sopa, pão e livros, já queria ele na minha estante. Então meu namorado me deu e logo corri para lê-lo. E a cada página só me surpreendia!

Imagem: Mari Bomfim
Imagem: Mari Bomfim

“A bibliotecária de Auschwitz” é um romance escrito por Antonio G. Iturbe baseado em fatos reais, publicado no Brasil pelo Editora Agir, em 2014. Edita realmente existiu, todos os relatos e a maioria dos nomes dos oficiais também são reais, Antonio apenas “fantasiou” o que ocorreria na cabeça de cada um, etc. O livro se passa no auge do nazismo, onde judeus, ciganos, gays, comunistas e ladrões, enfim, qualquer um que não fizesse parte da raça ariana, eram devidamente selecionados, etiquetados com sua estrela de cor correspondente e separados em aptos e não aptos para o serviço interminável e exaustivo. Os não aptos: velhos, doentes, crianças e mães grávidas, iam direto para as câmeras de gás, sem pestanejar.

Imagem: Mari Bomfim
Imagem: Mari Bomfim

As cenas descritas são humilhantes e te deixam profundamente triste, já que esse momento cruel da história não faz muito tempo. Eu sei que já muito se falou sobre segunda guerra, sobre o holocausto, mas a visão do livro é de uma menina que aos 9 anos sentiu tremer o chão por causa dos tanques de guerra e desde então foi jogada de um canto ao outro e quando questionava era dito apenas “é a guerra, Dita”. Passou sua adolescência em campos de concentração, viu seu pai morrer, viu pessoas mortas amontoadas, mas nunca perdeu sua força interior, nunca deixou sua vela de apagar.

Imagem: Mari Bomfim
Imagem: Mari Bomfim

Os nazista não queriam apenas acabar com as pessoas, sabiam que existia algo a mais, queimaram todos os livros, foram proibidos de comemorar suas datas festivas, queriam acabar com a cultura e a história de um povo milenar. Curiosamente, acabaram permitindo que em um dos campos de concentração de Auschwitz, fossem colocadas algumas crianças em um barracão para brincar. Parecia uma bondade ou uma burrice, mas na verdade hoje sabemos quão insana foi a guerra e tudo o que ocorreu, mas na época, os nazista tinham um bom marketing e diziam que os campos de concentração era um lugar para os judeus trabalharem, onde eram alimentados e higienizados da maneira mais humana possível. O bloco das crianças era o local para quando a Cruz Vermelha fosse inspecionar, iriam ver crianças magras, porém vivas. Essa inspeção nunca aconteceu.

Dita, se tornou a bibliotecária, cuidava dos poucos livros impressos que restavam e dos livros vivos: pessoas que contavam histórias. O Bloco 31, onde ficavam as crianças, virou uma escola clandestina, onde eles não deixariam morrer nem as crianças, nem sua própria cultura. O livro conta ainda sobre as fugas, sobre os experimentos que ocorriam e o que aconteceu no final da guerra.

O livro é fascinante, está no meu top 3, e super recomendo este livro! Vou colocar aqui dois dos meus trechos favoritos do livro:

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trecho do livro, pág 55.

 

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trecho do livro, pág 259

Antonio G. Iturbe, é um jornalista espanhol, que abraçou essa história e foi pessoalmente conhecer os campos de concentração e se encontrar em Edita Kraus, a hoje senhora, que o inspirou a contar essa história. No final do livro ele conta como foi o encontro com Dita e o que ocorreu com os personagens reais dessa história.

Já leu esse livro? Qual livro você está lendo agora?

 

Escrito por:
Mari Bomfim

TAG LITERÁRIA: NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Hoje eu vim falar sobre uma tag literária, porque eu amo livros e porque é inspirado em Alice no País da Maravilhas. Essa TAG eu peguei do blog Serendipity, onde a Mel e a Lully respondem em um vídeo super fofo. Confira aqui!

TAG LITERÁRIA: NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Imagem: Mari Bomfim
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  • Alice: um livro que te fez cair em um mundo completamente diferente
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Imagem: Mari Bomfim

Com certeza foram os livros da J.K.Rowling! A série Harry Potter, representado aqui pelo primeiro livro “A pedra filosofal” fez eu conhecer e querer participar de um mundo completamente diferente do meu! Ela criou uma sequencia de histórias tão boas em um mundo tão fantástico, que continua dando frutos até agora! Obrigada J.K.Rowling!

  • Chapeleiro Maluco: um livro com um protagonista louco
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Imagem: Mari Bomfim

“Emma” de Jane Austen! Essa garota é completamente doida, gente! Toda vez que um cara é mais agradável com sua amiga ela já acha que ele irá pedi-la em casamento e fica planejando o casório e fica pensando nos convidados. Pior! Ela sempre erra! Coitada! Review aqui.

  • Coelho Branco: um livro que atrasou suas leituras
Imagem: Mari Bomfim
Imagem: Mari Bomfim

“A Psicanálise na Terra do Nunca” de Diana L Corso e Mário Corso é um livro super bacana que envolve psicanálise e fantasia (filmes, séries, livros). Eu comprei ele em abril/maio de 2014 e desde então eu estou lendo. Só que, sei lá, às vezes eu travo. O livro é muito bom, mas é longo e escrito em formato e com linguagem de ensaio, talvez seja por isso a minha demora. Mas esse mês irei terminá-lo! É uma promessa! hahaha

  • Gato risonho: um livro que te fez rir muito
Imagem: Mari Bomfim
Imagem: Mari Bomfim

Com certeza foram “Melancia” de Marian Keys e “Lembra de mim?” de Sophie Kinsella, mas como não tenho nenhum desses dois livros na minha estante, vou escolher a série “Um diário de Banana” de Kinney. O primeiro livro me fez rir muito!

  • Lagarta azul: um livro que fez você refletir
Imagem: Mari Bomfim
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Com certeza “A menina que roubava livros” de Markus Zusack me fez refletir bastante e atualmente “A bibliotecária de Auschwitz” de Antonio G. Iturbe, também. Talvez porque a premissa já a mesma. Como os livros e as histórias podem salvar duas meninas na Segunda Guerra Mundial. Uma alemã e uma judia. Elas iam gostar de se conhecer!

  • Tweedledee e Tweedledum: dois livros que são parecidos
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Imagem: Mari Bomfim

Para orgulho do meu namorado, eu vou responder “Jogo Vorazes” de Suzanne Collins e “Batle Royalle” de Koushun Takami. Eu não li o livro japonês, mas assisti o filme e vi que a premissa é parecida com o primeiro livro da série!

  • Rainha de Copas: um livro cujo autor adora matar personagens
Imagem: Mari Bomfim
Imagem: Mari Bomfim

Na minha estante esse seria “A rainha do castelo de ar” de Stieg Larsson. No último livro da saga, Stieg estava inspiradíssimo, fiquei chocada com todas as mortes, muitas inesperadas pra mim! Recomendo muito! Review da trilogia aqui.

Vou recomendar aqui algumas blogueiras, mas quem quiser participar sintam-se a vontade!

Gostaram? Já leram algum desses títulos? Comentem!

Escrito por:
Mari Bomfim