Objetivos literários e cinematográficos dessa ano

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Assim como no ano passado, que eu coloquei como meta ler 20 livros, esse ano quero tentar ler 24 [porque dá no mínimo dois por mês, o que já é um problema, porque em janeiro só li um… mas meta, é meta].

Além do número, estipulei também que, urgentemente, eu preciso ler os livros que estão na minha estante parados, ao invés de ficar desejando todos os outros que eu vejo nas livrarias, to no meu terceiro livro, faltam seis. Image result for emoticons whatsapp png E ler uns livros empoderadores também! Aceito sugestões!

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*Cara de focada!*

Quero também avançar nas minhas listas de clássicos para ler e para ver. E tentar urgentemente assistir os documentários que já estão na minha lista da Netflix e só continuo aumentando!

Quais são suas metas literárias e cinematográficas? Comente!

Escrito por:
Mari Bomfim

VI NO CINEMA: Animais Fantásticos e Onde Habitam de David Yates

No sábado eu fui assistir o filme mais aguardado por mim esse ano: Animais Fantásticos e Onde Habitam! Pra quem não acompanha o blog, eu explico: eu amo todos os livros e filmes de HP! Tenho muita admiração pelo universo incrível e fantástico de J.K. Rowling, então não tem como eu não ter gostado desse filme.

“O excêntrico magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) chega à cidade de Nova York com sua maleta, um objeto mágico onde ele carrega uma coleção de fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. Em meio a comunidade bruxa norte-america que teme muito mais a exposição aos trouxas do que os ingleses, Newt precisará usar suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que acabam saindo da sua maleta.” (filmow.com)

Claro que essa primeira história não se compara ao primeiro filme do pequeno bruxo, mas isso não importa, o universo está ali, em cada cena, em cada objeto ou diálogo, tem a referência que se justifica pelo roteiro ser da autora dos sete livros. Não é um filme de ação, é um filme de magia e aventura, Newt é meio atrapalhado, mas tem um coração gigante e logo fica amigo de um trouxa ou no-maj, Jacob Kowalski, que sem dúvida é o melhor personagem do filme!

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A maleta é incrível e poderia ser mais elaborada sim, mas os poucos animais que foram mostrados já fizeram meus olhos brilharem. O filme fala sobre amizade, fanatismo e tolerância, tudo o que o universo Potter já havia nos mostrado quando ainda éramos crianças ou adolescentes [não sei a idade de vocês].

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*Pelúcio: melhor pessoa*

Assistir esse filme [que ok, pode ter deixado a desejar em alguns aspectos] no cinema, já adulta, de mãos dadas com o Rafa, me fez ver o quanto o tempo passou e o quanto eu mudei. Deu vontade de voltar ao tempo por um segundo e dizer para a Mari pré-adolescente que depois de tantos anos eu ainda ia manter vivo o mesmo brilho no olhar.

Escrito por:
Mari Bomfim

DESAFIO CINETOSCÓPIO DO RAFA #26

Olá! Meu nome é Rafael e voltei para dar continuidade ao desafio cinetoscópio dos 30 filmes que estou fazendo aqui no blog da Mari. O tema de hoje é:

#26 – UM FILME MUDO

O cinema mudo é incrível! Existe muito preconceito com os filmes mudos e isso impede a maioria das pessoas de aproveitar um universo de sensações que só o cinema dessa fase pode proporcionar e mais do que isso, impede de conhecer verdadeiras obras-primas da sétima arte como Metropolis, Das Cabinet des Dr. Caligari, City Lights, The General, Faust – Eine Deutsche Volkssage e Bronenosets Potyomkin. É desse último que vou falar hoje.

Bronenosets Potyomkin, conhecido no Brasil como O Encouraçado Potemkin é um filme russo, de 1925, dirigido por Sergei M. Eisenstein.

Em 1905, na Rússia czarista, aconteceu um levante que pressagiou a Revolução de 1917. Tudo começou no navio de guerra Potemkin quando os marinheiros estavam cansados de serem maltratados, sendo que até carne estragada lhes era dada com o médico de bordo insistindo que ela era perfeitamente comestível. Alguns marinheiros se recusam em comer esta carne, então os oficiais do navio ordenam a execução deles. A tensão aumenta e, gradativamente, a situação sai cada vez mais do controle. Logo depois dos gatilhos serem apertados Vakulinchuk (Aleksandr Antonov), um marinheiro, grita para os soldados e pede para eles pensarem e decidirem se estão com os oficiais ou com os marinheiros. Os soldados hesitam e então abaixam suas armas. Louco de ódio, um oficial tenta agarrar um dos rifles e provoca uma revolta no navio, na qual o marinheiro é morto. Mas isto seria apenas o início de uma grande tragédia. (adorocinema.com)

O filme foi produzido como propaganda comunista (financiada pelo Estado Soviético) e isso faz com que muita gente torça o nariz para ele. Porém, reduzir esse filme à pura propaganda e desconsiderar a sua importância para o cinema é uma bobagem sem tamanho, praticamente uma heresia.

“Rafael, por que esse filme é tão importante?” Explico-lhe, jovem padawan. Eisenstein era, além de cineasta, um estudioso e teórico do cinema. Em O Encouraçado Potemkin, ele coloca em prática a Teoria da Montagem. O que é a montagem? Montagem é o ato de juntar as imagens captadas desordenadamente durante a rodagem de um filme, proporcionando uma narrativa coerente através da junção das cenas, relacionando-as com o que as antecede e sucede.

Segundo Eisenstein, a montagem seria o que daria sentido ao filme, mais do que isso, a montagem seria responsável por fazer com que o espectador tivesse os sentimentos esperados pelo diretor. Para ele, um plano A combinado com um outro plano B, geraria no espectador um resultado C, que é diferente da mera combinação dos dois planos e advém do resultado dos conflitos e atrações existentes na relação entre A e B. Entendeu? Se não entendeu, tudo bem. A intenção não é explicar a teoria dele. A intenção é mostrar que hoje parece óbvio que a montagem influencia os nossos sentimentos e que os filmes são feitos de determinada forma a fim de provocar certas sensações, e Eisenstein foi um dos primeiros a perceber isso. Aí a sua importância para o cinema. Aí a importância de O Encouraçado Potemkin para o cinema.

Escrito por:
Rafael Forcassin

VI NO CINEMA: Doutor Estranho de Scott Derrickson

“Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) leva uma vida bem sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. Devido a falhas da medicina tradicional, ele parte para um lugar inesperado em busca de cura e esperança, um misterioso enclave chamado Kamar-Taj, localizado em Katmandu. Lá descobre que o local não é apenas um centro medicinal, mas também a linha de frente contra forças malignas místicas que desejam destruir nossa realidade. Ele passa a treinar e adquire poderes mágicos, mas precisa decidir se vai voltar para sua vida comum ou defender o mundo.” (adorocinema.com)

Doutor Estranho : Poster
*poster do filme*

Esse final de semana fui assistir Dr. Estranho nos cinemas, eu realmente não sabia muito o que esperar, porque não tinha ideia sobre o que se tratava o filme, apenas sabia que era um filme de super herói e que tinha magia no meio. Gosto de super herói, gosto de magia, tinha tudo para ser incrível!

Doutor Estranho : Foto Mads Mikkelsen

Mas não foi! Apesar de ter atores incríveis, inclusive minha atriz favorita Rachel McAdams, efeitos bem legais, eu não fiquei encantada pela história, o protagonista não conseguiu me conquistar, não fiquei torcendo por ele, na verdade não teve muita coisa para torcer, em nenhum momento eu senti que ele estava em real perigo.

Doutor Estranho : Foto Benedict Cumberbatch, Rachel McAdams

Uma das partes que eu mais gosto em qualquer filme de herói é ele adquirindo poderes ou tentando lidar com ele, e em Doutor Estranho pareceu tão simples, teve uma parte que ele ficou tentando abrir o portal e não conseguiu, mas eu queria ver mais isso, mais interação entre ele e a Anciã, mais dele tentando e persistindo, mais dele adquirindo autoconhecimento.

Doutor Estranho : Foto Benedict Cumberbatch, Tilda Swinton

O filme também é bem engraçado o que deixa tudo mais leve. É um filme que entretém bem, diverte, mas como filme de ação, na minha opinião, ficou devendo.

Já assistiram o filme? Gostaram? Comente!

Escrito por:
Mari Bomfim