6º de 2017 – Livro: História de quem foge e de quem fica (Série Napolitana) de Elena Ferrante

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Li o terceiro livro [e último lançado no Brasil] da série napolitana e MEU DEUS, QUE TIRO! Talvez você não entenda muito o porque essa alvoroço todo em cima dessa autora italiana misteriosa que não aparece para dar entrevistas e se esconde atrás de pseudônimo. Mas quando você lê o que essa mulher escreve você entende exatamente porque as pessoas estão se apaixonando por seus livros.

Elena Ferrante escreve sobre ser mulher, suas dificuldades, seus malogros, suas possibilidades e lutas cotidianas. Nesse terceiro livro, com Lila e Lenu já adultas, tudo aquilo que viveram se tornam apenas passado, ambas tem que enfrentar o dia a dia [bem diferentes], mas ainda assim difícil para qualquer mulher.

Trabalhar em empresas onde você tem que ser submissa e  se deixar abusar para manter o emprego, ser tão inteligente quanto, mas receber menos que seu marido, tentar se empoderar, ser ouvida, em um mundo onde as pessoas morrem por simplesmente emitir uma opinião contrária, esconder seus desejos mais profundos, desejar ser mãe, odiar ser mãe, lutar cotidianamente para que a casa, o marido e os filhos não consuma todas as suas energias…

O livro fala sobre tudo isso: luta de classes, política e feminismo, com duas visões bem diferentes uma da outra. Lila volta a morar no bairro onde nasceu e se sente segura para desenvolver todas suas potencialidades. Lenu foge do bairro, como sempre fez, está casada, com filhos, mas ainda não conseguiu se encontrar e passa por um processo de sofrimento e culpa muito grandes.

Me apaixonei por esses livros! Estou doida para ler o próximo! E vocês já leram algo de Elena Ferrante? Comente!

Escrito por:
Mari Bomfim

*Minha opinião sobre os outros livros aqui e aqui

Jogo viciante da vez: Papa Pear

O King, o mesmo desenvolvedor do Candy Crush, tem vários outros joguinhos viciantes, mas o que eu estou empenhada é o Papa Pear! O jogo de celular que tem o melhor barulhinho do mundo!

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O jogo tem aquele mapinhas de mundo assim como o Candy Crush, portanto as fases são meio que temáticas, mas em todos eles você tem que quicar o máximo possível e cumprir o objetivo da fase (iluminar os baldes, fazer tantos pontos, derrubar frutas). E o barulhinho que ele faz é maravilhoso!

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As fases são bem coloridas e dá aquela sensação boa de plástico bolha quando a gente vai eliminando as coisinhas da tela, sabe? Dá para jogar também no computador pelo Facebook [recomendo o mouse, algumas fases são bem difíceis se você não tem boa mira].

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Qual é seu jogo viciante da vez? Comente!

Escrito por:
Mari Bomfim

 

 

5º de 2017 – Livro: História do Novo Sobrenome (Série Napolitana) de Elena Ferrante

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Imagem por: Mari Bomfim

O segundo livro da série napolitana, conta a história de uma Lila e uma Lenu mais velhas, que acabaram seguindo rumos diferentes. Lila esqueceu os estudos, quis realizar o sonho de ser rica e casou aos 16 anos. Lenu fez o que ninguém mais fez em sua família: seguiu rumos acadêmicos, terminou os estudos regulares e por sorte e empenho, foi para faculdade e pode até escrever um livro!

Apesar de destinos tão separados, Elena não conseguia ficar longe de Lila e de seus problemas, pelo contrário, eles o consumiam de tal forma que simplesmente não conseguia se sentir bonita ou desejável perto de Lila, pois ela, e somente ela, poderia ter tudo o que sempre quis.

O livro retrata de forma fabulosa sobre a violência naturalizada contra a mulher. Depois do casamento Lila vinha com olhos roxos, manchas pelo corpo e ninguém falava nada, pelo contrário, já esperavam que o marido desse uma correção na personalidade tempestuosa dela, o que de fato, não ocorreu.

Lenu consegue finalmente sair de Nápoles, vai para Pisa, fazer faculdade e se depara com um lugar só para si, onde pode ser ela mesma, sem a influência de sua família ou de sua melhor amiga. Pelo menos era isso que ela imaginava.

Esse livro é contínuo do primeiro “Uma Amiga Genial” e cobre o período dos 16 aos 23 anos. A história novamente é em primeira pessoa, mas Lenu recebe os diários de Lila, o que ajuda a contar toda a história com outro ponto de vista. A ideia desses dois livros são geniais [ainda não li as continuações]. Apesar de ser uma história com muito romance, Elena Ferrante quer contar sobre outro relacionamento, o de amigas, onde fica claro desde o primeiro livro, que esse relacionamento também pode ser abusivo.

Escrito por:
Mari Bomfim

Os fenômenos da minha natureza

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Lá fora chove.

Hoje foi um dia quente, o sol apareceu tímido, havia vento, mas o ar quente me dava aquela sensação de dia incompleto. O tempo estava abafado, e me lembrei de que, quando mais nova, achava que meu corpo e minha estado de espírito eram influenciados pelo clima e o tempo.

Quando o tempo estava assim, pesado, me sentia angustiada, pesada também, como se todos os sentimentos dentro de mim se encontrassem em uma reunião no meu peito e discutiam sobre a vida, sobre o futuro, como uma reunião da ONU: todos os sentimentos lá, segurando suas verdadeiras formas, se mostravam diplomáticos e alguns até otimistas com meu futuro.

Então poderia ocorrer duas situações: o tempo abria, o sol se fixava determinado mostrando toda a sua grandeza, e eu saía para brincar lá fora também animada e radiante, ou começava a ventar, o tempo fechava de vez e chovia, mas nem por isso me sentia menos viva.

Eu sempre gostei de chuva e de vento, amava e temia, lembro que alguns sonhos/pesadelos frequentes na minha infância eram com tornados ou ventos muito fortes. Chuva e vento para mim era sinônimo de choro, liberdade, por aquele sentimento pra fora, talvez por isso eu o temesse também.

Hoje, com 27 anos nas costas, não coloco mais tanto responsabilidade nos fenômenos da natureza, mas confesso que ainda gosto de olhar o céu, as estrelas e sentir o vento na cara. Eu gosto de pensar em como minha imaginação me ajudou muito na minha infância e fizeram dela algo gostoso de relembrar.

Tem um exercício que as pessoas dizem que é bom fazer: imaginar você voltando para determinados momentos de sua vida e emanar coisas boas para você naquela idade. Por exemplo, se imaginar criança, em um momento difícil, ou que o deixou chateado e se acalentar, dizendo que a gente sobrevive a essas coisas e que tudo vai dar certo no final.

Já fiz muito isso com a minha criança interior, e acho que eu preciso começar a fazer com a Mari adolescente e jovenzita, que foi uma fase um pouco mais árdua para mim, onde a opinião das pessoas sobre mim tinham pesos aterrorizantes e me fazia me sentir sempre em um dia quente e irrespirável.

Agora, já mais adulta [seja lá o que isso signifique], me sinto mais chuva, às vezes forte e determinada, outras vezes calma, serena, mas contínua e fluida. E muito disso se dá por querer me enxergar da melhor maneira possível.

Atualmente vem crescendo uma força interna muito grande em mim, me fazendo ser mais confiante, mais determinada e segura. Nem sempre consigo manter a vibe, às vezes caio, peço colo, mas ter uma pessoa ao seu lado que te fortalece e faz você seguir em frente, faz toda a diferença e sou muito grata por isso.

Lá fora a chuva para e a brisa suave adentra o quarto.

Escrito por:
Mari Bomfim